rosto-perfil-mulher.JPGO tratamento da psoríase deve considerar a gravidade das lesões, sua extensão, localização e impacto na qualidade de vida do paciente. É importante lembrar que 75% a 80% dos pacientes apresentam formas leves e moderadas de psoríase, que podem ser controladas com tratamentos locais, feitos com a utilização de pomadas, loções, xampus, géis e sprays à base de corticosteróides, coaltar, antralina, calcipotriol, tazaroteno e piritionato de zinco, desde que bem indicados e usados com supervisão médica.

Hoje existem vários medicamentos para o tratamento da psoríase, mas normalmente estas opções são alternadas para proporcionar o controle mais adequado da doença (esquema rotacional).
Entre as alternativas terapêuticas do esquema rotacional estão os corticosteróides, o calcipotriol, a antralina, o coaltar e outros.

Como a psoríase é crônica, a pele desenvolve um mecanismo chamado taquifilaxia, é como se a pele se acostumasse com o tratamento e passasse a não responder mais à medicação. Por isso fazemos o rodízio de medicamentos durante o manejo terapêutico. Podemos iniciar com o dipropionato de betametasona e, quando ele não estiver mais funcionando, trocar pelo hidrato de calcipotriol, que quando não estiver mais fazendo efeito pode ser substituído novamente pela betametosona, ou por uma outra droga, e assim por diante. O objetivo deste esquema é o melhor controle clínico.
Para os casos mais graves ou psoríases extensas geralmente são utilizadas medicações tópicas e sistêmicas. As opções de medicamentos de uso interno são: acitretina, ciclosporina e metotrexato, todos exigindo supervisão médica e exames laboratoriais seriados para o controle de possíveis efeitos colaterais.  Em alguns casos podemos associar fototerapia (duas ou três vezes por semana) ou laser (como o dye laser para formas localizadas resistentes). Embora a psoríase seja uma doença ainda sem cura, pode ser controlada. Em todas as situações, é muito importante o uso diário de hidratantes e substâncias que ajudem a manter a pele com menos escamas (como óleo mineral, vaselina salicilada).
Um dos grandes problemas da psoríase é a aparência, porque é raro o comprometimento de outros órgãos, mas há um grande efeito psicológico de diminuição do amor-próprio que traz conseqüências para a vida dos portadores da doença, podendo prejudicar seus relacionamentos interpessoais. Sendo assim, o controle da psoríase ajuda bastante no dia-a-dia do paciente.

Existe a possibilidade do tratamento com agentes biológicos para os casos graves da doença, que não são controlados com outra classe de medicamentos. O custo do uso de agentes biológicos é alto. Nos Estados Unidos e na Europa, esses medicamentos são subsidiados pelas seguradoras ou pelos governos. O tratamento chega a custar entre US$ 12.000 e US$ 20.000/ano, por paciente. Esse fato torna essa opção fora da nossa realidade.

Dra. Érica Monteiro – Dermatologista

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