Os nevos melanocíticos ou nevos pigmentados são popularmente conhecidos como “pintas”. Tratam-se de tumores benignos compostos por células pigmentares (melanocíticas). Podem estar presentes desde o nascimento ou surgirem com o passar dos anos.

Geralmente surgem como pequenas manchas marrons ou pretas que podem permanecer planas ou, com o tempo, aumentarem de espessura, tornando-se elevadas. Quanto mais elevadas se tornam, a coloração tende a se tornar mais clara.
Existe uma forma de nevo melanocítico chamada de nevo melanocítico congênito que, em alguns casos, pode ser de grande dimensão, formando uma mancha elevada, rugosa, de coloração marrom ou negra e, geralmente, recoberta por pêlos. Quando atingem áreas muito extensas do corpo recebem a denominação de nevo congênito gigante e quando acometem as nádegas, coxas e região genital, podem ser chamados de nevo congênito em calção de banho.

Outra forma é o nevo displásico, que tem como característica lesões cuja coloração não é uniforme e pode variar do róseo ao negro, o tamanho é maior, as bordas são irregulares e a pigmentação também. Podem existir em grande número na mesma pessoa e ocorrer em mais de um membro da família.

Na grande maioria dos casos não há necessidade de tratamento, pode-se fazer acompanhamento uma vez por ano com seu médico dermatologista que poderá fazer a dermatoscopia. Alguns nevos pigmentados podem sofrer processo de malignização, dando origem ao melanoma (câncer de pele muito maligno), principalmente os nevos displásicos. Caso haja a suspeita de transformação, indica-se a retirada cirúrgica da lesão.

Nevos pigmentados que estão aumentando de tamanho, alterando a cor, sangrando, coçando,  inflamando  ou que sofreram traumas podem entrar em processo de malignização e devem ser avaliados com urgência pelo médico dermatologista.

Fique “de olho nas pintas!”

Dra. Érica Monteiro – Dermatologista

CRM 87350

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